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Rega gota-a-gota · Vinha

Gota-a-gota em vinha: regar pouco, com rigor

Na vinha o objectivo raramente é dar à videira toda a água que ela consumiria: é gerir o défice com precisão. Isso pede caudais baixos, boa uniformidade e um comando que aplique pouco, no momento certo.

Filtro de areia — corpo, colector e ligações
Filtro de areia — corpo, colector e ligações

Quem decide o critério

Em muitas vinhas rega-se para gerir o stress hídrico, não para o eliminar. Quem decide o critério — quanto, quando, em que fase do ciclo — é o enólogo ou o técnico da vinha, casta a casta e talhão a talhão. Não é uma decisão de instalador.

A nossa parte é garantir que a instalação executa com rigor o que ele decidir: a dose, a hora e a uniformidade. Uma cabeça que aplica mais numa ponta da linha do que na outra estraga uma decisão bem tomada.

O que a vinha exige à cabeça

  • Pressão estável à entrada de cada sector. A uniformidade da rega começa aí. Sem regulação, as zonas baixas recebem mais do que as altas, e em encosta a diferença é grande (cada dez metros de desnível são cerca de um bar).
  • Emissores de baixo caudal e autocompensantes. Em filas compridas ou com desnível, o autocompensante mantém o caudal numa gama de pressões, ao contrário de um gotejador comum, cujo caudal segue a pressão.
  • Filtragem fina. Caudais baixos significam passagens estreitas, e passagens estreitas entopem. Consoante a linha, a filtragem à cabeça e a limpeza das linhas têm de ser mais exigentes do que noutras culturas.
  • Doses pequenas e regulares. Se se fertirriga, as bombas doseadoras e a injecção têm de aguentar quantidades pequenas com precisão.

Regar pelo que o solo diz, não pelo relógio

Sondas de humidade do solo ligadas ao programador permitem arrancar ou parar a rega em função do estado do solo. O Agrónic 4500, por exemplo, admite condições como o teor de água no solo, o vento ou o nível de uma balsa para arrancar e parar programas (ver programadores Agrónic e a plataforma VEGGA). Numa vinha, isso vale mais do que um calendário fixo.

Vinha em encosta

Onde o terreno tem declive, a pressão varia com a cota. Válvulas redutoras à entrada de cada sector e ventosas nos pontos altos da rede fazem parte do projecto, não são um extra (ver Dorot). A bomba dimensiona-se à altura geométrica mais desfavorável.

Como é um sistema de gota-a-gota

Parte do sistemaO que fazOnde entramos
Captação e estação de bombagemTira a água da origem e dá-lhe caudal e pressãoÉ o nosso trabalho
Cabeçal de filtragemRetém areia, matéria orgânica e partículasÉ o nosso trabalho
FertirrigaçãoDepósitos, bombas doseadoras e sensores que injectam o adubo na águaLigação ao cabeçal e ao comando
Válvulas e comandoAbrem os sectores, regulam a pressão e decidem quando a rega correÉ o nosso trabalho
Rede primária, secundária e linhasLevam a água aos sectores e às plantasÉ o nosso trabalho

O entupimento é o inimigo do gota-a-gota

Um gotejador transforma pressão em caudal através de uma passagem estreita, e basta pouco para a estreitar mais. A nossa formação técnica divide a resposta em duas frentes.

Directamente: pressões de funcionamento correctas, velocidades adequadas na tubagem, filtragem eficiente, tratamentos correctivos da água, limpeza das linhas e manutenção do cabeçal. Indirectamente: pré-decantação da água e boa selecção da origem. Quase tudo isto é cabeça de sistema (ver como escolher o filtro).

O que precisamos para propor

  • A origem da água e, se existir, uma análise.
  • Se for furo: profundidade, nível estático e dinâmico e caudal do ensaio.
  • A área a regar e o número de sectores previsto, incluindo o crescimento futuro.
  • O desnível entre a captação, o cabeçal e as cotas do terreno.
  • A alimentação eléctrica disponível: monofásica ou trifásica, e a que distância.
  • Se há, ou vai haver, fertirrigação.

Se não tiver estes dados, dizemo-lo: vamos medir. A visita técnica é o que separa uma proposta de um palpite.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

A rega altera a qualidade da uva?

É uma decisão enológica e agronómica, casta a casta, e não nossa. O que garantimos é que a instalação aplica com rigor o que o técnico da vinha decidir: dose, hora e uniformidade.

Aplicam a linha de gotejamento no arame?

Não. Na vinha não aplicamos a linha de gotejamento no arame. Se o projecto da vinha a prevê no arame, dizemo-lo logo na visita técnica, antes de qualquer proposta.

Posso regar por relógio?

Pode, mas regar em função de sondas de humidade do solo e de outras condições é mais preciso. Um programador com condições de arranque faz essa ligação.

Numa vinha em encosta, preciso de válvulas redutoras?

Quase sempre. A pressão varia com a cota, e sem regulação o troço baixo recebe muito mais do que o alto. Resolve-se com válvulas redutoras e emissores autocompensantes.

A filtragem tem de ser mais fina do que noutras culturas?

Depende do emissor, não da cultura. Emissores de caudal baixo têm passagens mais estreitas e pedem mais da filtragem e da limpeza das linhas.

Fale com um técnico, não com um call center

Tem uma instalação para dimensionar?

Diga-nos a origem da água, a área e o desnível. Respondemos com a curva da bomba, o cabeçal e o comando — depois da visita técnica.

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