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Rega gota-a-gota · Olival

Gota-a-gota em olival: da captação ao gotejador

O olival em regadio vive de regularidade: água na hora certa, em pouca quantidade e sem falhas. A cabeça do sistema — captação, bombagem, filtragem e comando — é o que garante essa regularidade todos os dias da campanha.

Montagem de uma bateria de filtros de areia numa estação de gota-a-gota
Montagem de uma bateria de filtros de areia numa estação de gota-a-gota

Três olivais, três exigências

Olival tradicional em regadio. Compassos largos e poucos pontos de água por árvore. Sectores pequenos e caudais totais modestos; a exigência de filtragem continua a ser a do emissor.

Olival intensivo. Mais árvores por hectare, mais pontos de água e mais peso da uniformidade: a diferença de caudal entre o primeiro e o último gotejador de uma linha passa a notar-se.

Olival em sebe. Densidade alta e uma linha de gotejamento por fila. É onde a cabeça mais pesa: a rega corre muitas horas em plena campanha e qualquer paragem se nota.

O que decide o projecto

  1. A origem da água decide a filtragem. Furo com areia pede hidrociclone e malha; charca ou albufeira pede areia e malha, porque as algas deformam-se e passam por uma malha sozinha.
  2. O caudal total define a estação. Não é o caudal de um sector: é o da área a regar, vezes a dotação, dividido pelo intervalo entre regas e pelas horas úteis de rega por dia. Uma cabeça subdimensionada obriga a regar mais horas ou a reduzir a dotação.
  3. Os sectores dividem esse caudal. O número de sectores sai da divisão das horas úteis pelo tempo de rega de cada um. Sectores mais pequenos baixam o caudal instantâneo e a potência da bomba, mas multiplicam as válvulas.
  4. O emissor e a pressão. O caudal de um gotejador comum varia com a pressão; o autocompensante mantém-no numa gama de pressões. Com desnível ou linhas longas, o autocompensante compensa; em terreno plano e linhas curtas, um comum pode chegar. Cada sector começa com uma válvula que regula a pressão.
  5. A fertirrigação. Se se fertirriga, a injecção passa a ser parte da cabeça — depósitos, bombas doseadoras e sensores ligados ao comando — e a filtragem fica a jusante do ponto de injecção, para proteger os emissores de precipitados.
  6. O comando. O programador decide quando a bomba arranca, quando cada sector abre e quando os filtros lavam (ver programadores Agrónic e a plataforma VEGGA).

Como é um sistema de gota-a-gota

Parte do sistemaO que fazOnde entramos
Captação e estação de bombagemTira a água da origem e dá-lhe caudal e pressãoÉ o nosso trabalho
Cabeçal de filtragemRetém areia, matéria orgânica e partículasÉ o nosso trabalho
FertirrigaçãoDepósitos, bombas doseadoras e sensores que injectam o adubo na águaLigação ao cabeçal e ao comando
Válvulas e comandoAbrem os sectores, regulam a pressão e decidem quando a rega correÉ o nosso trabalho
Rede primária, secundária e linhasLevam a água aos sectores e às plantasÉ o nosso trabalho

O entupimento é o inimigo do gota-a-gota

Um gotejador transforma pressão em caudal através de uma passagem estreita, e basta pouco para a estreitar mais. A nossa formação técnica divide a resposta em duas frentes.

Directamente: pressões de funcionamento correctas, velocidades adequadas na tubagem, filtragem eficiente, tratamentos correctivos da água, limpeza das linhas e manutenção do cabeçal. Indirectamente: pré-decantação da água e boa selecção da origem. Quase tudo isto é cabeça de sistema (ver como escolher o filtro).

A bombagem que serve um olival

Um olival regado pede caudais grandes durante horas seguidas, por isso o rendimento da bomba pesa na conta todos os meses. Duas bombas em paralelo, com variação de velocidade, acompanham melhor uma rega por sectores do que uma bomba única a trabalhar sempre no mesmo ponto — e a variação de velocidade elimina o arranque e a paragem bruscos, dois dos seis momentos em que ocorre golpe de aríete (ver golpe de aríete). O ponto onde a bomba vai realmente trabalhar decide-se cruzando a curva dela com a da rede (ver ponto de funcionamento).

Vantagens e limites, com franqueza

O gota-a-gota bem dimensionado e mantido atinge eficiências de aplicação acima de 90%, poupa mão-de-obra, permite fertirrigar e funciona em quase todo o tipo de terreno. Tem custos iniciais elevados e um risco permanente de entupimentos, e em zonas secas pode acumular sais junto ao bolbo molhado. Convém saber-se antes de decidir.

Uma instalação nossa · Fronteira

150 hectares de olival super-intensivo

Instalámos um sistema de rega gota-a-gota para 150 hectares de olival super-intensivo, em Fronteira. As fotografias mostram a cabeça do sistema: uma bateria de filtros de areia LAMA, as linhas de entrada com válvulas, contadores e sensores de pressão, e os depósitos de fertirrigação numa bacia de retenção de betão, tudo sob o mesmo telheiro.

Numa área desta dimensão, o que a cabeça entrega a cada sector — caudal, pressão e água filtrada — é o que decide a uniformidade da rega (ver como escolher o filtro).

Vista geral da cabeça do sistema, com os filtros de areia LAMA e os depósitos sob o mesmo telheiro
Vista geral da cabeça do sistema, com os filtros de areia LAMA e os depósitos sob o mesmo telheiro
Bateria de filtros de areia LAMA e condutas de polietileno
Bateria de filtros de areia LAMA e condutas de polietileno
Linhas de entrada em paralelo, com válvulas, contadores e sensores de pressão
Linhas de entrada em paralelo, com válvulas, contadores e sensores de pressão
Depósitos de fertirrigação, numa bacia de retenção de betão
Depósitos de fertirrigação, numa bacia de retenção de betão
Grupo de bomba junto aos depósitos
Grupo de bomba junto aos depósitos

O que precisamos para propor

  • A origem da água e, se existir, uma análise.
  • Se for furo: profundidade, nível estático e dinâmico e caudal do ensaio.
  • A área a regar e o número de sectores previsto, incluindo o crescimento futuro.
  • O desnível entre a captação, o cabeçal e as cotas do terreno.
  • A alimentação eléctrica disponível: monofásica ou trifásica, e a que distância.
  • Se há, ou vai haver, fertirrigação.

Se não tiver estes dados, dizemo-lo: vamos medir. A visita técnica é o que separa uma proposta de um palpite.

Perguntas frequentes

Perguntas frequentes

Que filtragem preciso para olival?

Depende da origem da água, não da cultura. Furo com areia: hidrociclone e malha. Charca ou albufeira: areia e malha. Furo limpo: a malha pode chegar. Medimos a água antes de propor.

Compensa pôr variador na bomba de um olival?

Se os sectores têm consumos diferentes ou a rede é longa, quase sempre. Mantém a pressão, reduz o consumo em carga parcial e evita o arranque e a paragem bruscos. Se a bomba trabalha sempre ao mesmo caudal, muitas vezes não compensa — e dizemos isso.

Aplicam a linha de gotejamento suspensa em arame?

Não. Não aplicamos a linha de gotejamento suspensa em arame, que é frequente em olival em sebe. Se o projecto a prevê, dizemo-lo logo na visita técnica, antes de qualquer proposta.

Podem tratar só da cabeça do sistema?

Podemos, e também fazemos o sistema completo: da captação aos gotejadores. Se a rede de campo for de outro instalador, ajustamos a cabeça ao que ela exige.

O gota-a-gota poupa mesmo água?

Bem dimensionado e mantido, sim: a formação técnica que usamos aponta eficiências de aplicação acima de 90%. Tem, em contrapartida, custo inicial, risco de entupimentos e, em zonas secas, acumulação de sais junto ao bolbo.

Fale com um técnico, não com um call center

Tem uma instalação para dimensionar?

Diga-nos a origem da água, a área e o desnível. Respondemos com a curva da bomba, o cabeçal e o comando — depois da visita técnica.

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