Rega gota-a-gota · Olival
Gota-a-gota em olival: da captação ao gotejador
O olival em regadio vive de regularidade: água na hora certa, em pouca quantidade e sem falhas. A cabeça do sistema — captação, bombagem, filtragem e comando — é o que garante essa regularidade todos os dias da campanha.
Três olivais, três exigências
Olival tradicional em regadio. Compassos largos e poucos pontos de água por árvore. Sectores pequenos e caudais totais modestos; a exigência de filtragem continua a ser a do emissor.
Olival intensivo. Mais árvores por hectare, mais pontos de água e mais peso da uniformidade: a diferença de caudal entre o primeiro e o último gotejador de uma linha passa a notar-se.
Olival em sebe. Densidade alta e uma linha de gotejamento por fila. É onde a cabeça mais pesa: a rega corre muitas horas em plena campanha e qualquer paragem se nota.
O que decide o projecto
- A origem da água decide a filtragem. Furo com areia pede hidrociclone e malha; charca ou albufeira pede areia e malha, porque as algas deformam-se e passam por uma malha sozinha.
- O caudal total define a estação. Não é o caudal de um sector: é o da área a regar, vezes a dotação, dividido pelo intervalo entre regas e pelas horas úteis de rega por dia. Uma cabeça subdimensionada obriga a regar mais horas ou a reduzir a dotação.
- Os sectores dividem esse caudal. O número de sectores sai da divisão das horas úteis pelo tempo de rega de cada um. Sectores mais pequenos baixam o caudal instantâneo e a potência da bomba, mas multiplicam as válvulas.
- O emissor e a pressão. O caudal de um gotejador comum varia com a pressão; o autocompensante mantém-no numa gama de pressões. Com desnível ou linhas longas, o autocompensante compensa; em terreno plano e linhas curtas, um comum pode chegar. Cada sector começa com uma válvula que regula a pressão.
- A fertirrigação. Se se fertirriga, a injecção passa a ser parte da cabeça — depósitos, bombas doseadoras e sensores ligados ao comando — e a filtragem fica a jusante do ponto de injecção, para proteger os emissores de precipitados.
- O comando. O programador decide quando a bomba arranca, quando cada sector abre e quando os filtros lavam (ver programadores Agrónic e a plataforma VEGGA).
Como é um sistema de gota-a-gota
| Parte do sistema | O que faz | Onde entramos |
|---|---|---|
| Captação e estação de bombagem | Tira a água da origem e dá-lhe caudal e pressão | É o nosso trabalho |
| Cabeçal de filtragem | Retém areia, matéria orgânica e partículas | É o nosso trabalho |
| Fertirrigação | Depósitos, bombas doseadoras e sensores que injectam o adubo na água | Ligação ao cabeçal e ao comando |
| Válvulas e comando | Abrem os sectores, regulam a pressão e decidem quando a rega corre | É o nosso trabalho |
| Rede primária, secundária e linhas | Levam a água aos sectores e às plantas | É o nosso trabalho |
O entupimento é o inimigo do gota-a-gota
Um gotejador transforma pressão em caudal através de uma passagem estreita, e basta pouco para a estreitar mais. A nossa formação técnica divide a resposta em duas frentes.
Directamente: pressões de funcionamento correctas, velocidades adequadas na tubagem, filtragem eficiente, tratamentos correctivos da água, limpeza das linhas e manutenção do cabeçal. Indirectamente: pré-decantação da água e boa selecção da origem. Quase tudo isto é cabeça de sistema (ver como escolher o filtro).
A bombagem que serve um olival
Um olival regado pede caudais grandes durante horas seguidas, por isso o rendimento da bomba pesa na conta todos os meses. Duas bombas em paralelo, com variação de velocidade, acompanham melhor uma rega por sectores do que uma bomba única a trabalhar sempre no mesmo ponto — e a variação de velocidade elimina o arranque e a paragem bruscos, dois dos seis momentos em que ocorre golpe de aríete (ver golpe de aríete). O ponto onde a bomba vai realmente trabalhar decide-se cruzando a curva dela com a da rede (ver ponto de funcionamento).
Vantagens e limites, com franqueza
O gota-a-gota bem dimensionado e mantido atinge eficiências de aplicação acima de 90%, poupa mão-de-obra, permite fertirrigar e funciona em quase todo o tipo de terreno. Tem custos iniciais elevados e um risco permanente de entupimentos, e em zonas secas pode acumular sais junto ao bolbo molhado. Convém saber-se antes de decidir.
Uma instalação nossa · Fronteira
150 hectares de olival super-intensivo
Instalámos um sistema de rega gota-a-gota para 150 hectares de olival super-intensivo, em Fronteira. As fotografias mostram a cabeça do sistema: uma bateria de filtros de areia LAMA, as linhas de entrada com válvulas, contadores e sensores de pressão, e os depósitos de fertirrigação numa bacia de retenção de betão, tudo sob o mesmo telheiro.
Numa área desta dimensão, o que a cabeça entrega a cada sector — caudal, pressão e água filtrada — é o que decide a uniformidade da rega (ver como escolher o filtro).
Marcas com que trabalhamos
O que propomos nesta aplicação
LAMA
Cabeçais de areia, malha e discos e hidrociclones, à cabeça.
Ver LAMAAZUD
Filtros de disco e de malha autolimpantes.
Ver AZUDAMIAD
Filtros autolimpantes de lavagem hidráulica, sem electricidade.
Ver AMIADBERMAD
Válvulas de sector e redutoras de pressão.
Ver BERMADDOROT
Válvulas de controlo e ventosas para os pontos altos.
Ver DOROTAGRÓNIC
Programadores que comandam bomba, sectores e filtros.
Ver AGRÓNICCAUDAL
Tubagem de condução e tubo gotejador, que costumamos instalar.
Ver CAUDALNão somos distribuidores oficiais de nenhuma destas marcas: escolhemos, para cada instalação, as que na nossa avaliação mais garantias dão.
O que precisamos para propor
- A origem da água e, se existir, uma análise.
- Se for furo: profundidade, nível estático e dinâmico e caudal do ensaio.
- A área a regar e o número de sectores previsto, incluindo o crescimento futuro.
- O desnível entre a captação, o cabeçal e as cotas do terreno.
- A alimentação eléctrica disponível: monofásica ou trifásica, e a que distância.
- Se há, ou vai haver, fertirrigação.
Se não tiver estes dados, dizemo-lo: vamos medir. A visita técnica é o que separa uma proposta de um palpite.
Perguntas frequentes
Perguntas frequentes
Que filtragem preciso para olival?
Depende da origem da água, não da cultura. Furo com areia: hidrociclone e malha. Charca ou albufeira: areia e malha. Furo limpo: a malha pode chegar. Medimos a água antes de propor.
Compensa pôr variador na bomba de um olival?
Se os sectores têm consumos diferentes ou a rede é longa, quase sempre. Mantém a pressão, reduz o consumo em carga parcial e evita o arranque e a paragem bruscos. Se a bomba trabalha sempre ao mesmo caudal, muitas vezes não compensa — e dizemos isso.
Aplicam a linha de gotejamento suspensa em arame?
Não. Não aplicamos a linha de gotejamento suspensa em arame, que é frequente em olival em sebe. Se o projecto a prevê, dizemo-lo logo na visita técnica, antes de qualquer proposta.
Podem tratar só da cabeça do sistema?
Podemos, e também fazemos o sistema completo: da captação aos gotejadores. Se a rede de campo for de outro instalador, ajustamos a cabeça ao que ela exige.
O gota-a-gota poupa mesmo água?
Bem dimensionado e mantido, sim: a formação técnica que usamos aponta eficiências de aplicação acima de 90%. Tem, em contrapartida, custo inicial, risco de entupimentos e, em zonas secas, acumulação de sais junto ao bolbo.
Fale com um técnico, não com um call center
Tem uma instalação para dimensionar?
Diga-nos a origem da água, a área e o desnível. Respondemos com a curva da bomba, o cabeçal e o comando — depois da visita técnica.
243 302 538Seg–Sex 08:30–18:00 · Sáb 09:00–13:00
Peça uma visita técnica
Respondemos no próprio dia útil. Se preferir falar já, 243 302 538.